quinta-feira, 11 de março de 2010
Compre um notebook e ganhe uma chave phillips!
Infelizmente, não se trata de uma promoção fantástica de fabricante de computador, ou nenhum programa do governo para gerar empregos e promover a "inclusão digital".
Comprei recentemente um notebook novo*, com alguns recursos "top de linha", e outras frescuras super-blaster-avançadas. Com uma semana (ou melhor, seis dias) de uso, já travou, ficou lento, o HD "batendo" feito um disco arranhado (fazendo um "tec-tec-tec-tec"). Fiquei preocupado. Descobri que isso só acontecia quando o computador era ligado, e que após uns 30 minutos, ele funcionaria bem, exceto o tec-tec-tec do HD que ainda não descobri a lógica dele acontecer.
Falei com uma amiga, que por sinal trabalha na tal empresa fabricante, e ela perguntou "você já ligou no atendimento? É super legal, funciona bem, aliás nós nos diferenciamos exatamente pela qualidade do atendimento, etc...". Argumentei que na verdade eu estava é com medo de ligar, e alguém falar para levar o computador até algum lugar onde ele ficaria por 10-20 dias "em diagnóstico", pra depois entrarmos numa roda-sem-fim até que uma solução fosse (ou não) dada. Mas ela me fez crer que o atendimento funcionaria e que 90% dos problemas eram diagnosticados e resolvidos por telefone mesmo sem a necessidade do técnico ou de levar o computador a qualquer lugar.
Liguei. 20 minutos de espera, me atenderam, já de cara pedindo tudo quanto era informação para que eu pudesse provar, basicamente, que eu era eu mesmo, e que eu era (ou tentava) ser um cliente, e que tinha um problema. Me transferiram para o "setor responsável" (imagine isso, todo call center te transfere para o "responsável", ou seja, todos os demais são irresponsáveis).
Uma moça atendeu dizendo que poderia tentar ajudar a diagnosticar o problema. "O senhor está em frente ao computador?", "Sim", "então vamos tentar alguns comandos de diagnóstico". Começou ela com uma parafernália de comandos, "tecle agora W-Alt-Fn-Enter por 7 segundos, retire a bateria, feche o computador, dê 4 voltas na cadeira e olhe pra janela....depois tecle F10 por 682 vezes seguidas e aperte o botão de desligar..." (é claro que isso tudo é sentido figurado...mas imagine-se seguindo uma série de comandos que você não tem a menor idéia para que servem).
A cada etapa, o computador demorava para responder...no meio da conversa é que resolvi falar com ela que "puxa vida, acho que ao final deste atendimento vou receber uma certificação de técnico autorizado, não?". Conversa vai, conversa vem...sem solução aparente, e veio a pergunta bombástica: "O senhor tem alguma chave phillips por perto?". "O quê? Para quê eu precisaria de uma?"; "Para eu lhe explicar como abrir a máquina e resetar as memórias, o problema é que as memórias estão com algum conflito, precisam ser retiradas e reiniciadas...". "Sim, mas você espera que eu faça isso? Com um computador de 15 dias de uso?", "Sim, senhor, é a forma de resolvermos mais rapidamente o seu problema e..."; "Peraí....meu problema?? Por que meu? Por que não da [fabricante]? Eu comprei e paguei, e ainda o problema é meu?". "Senhor, eu entendo, mas só poderemos continuar o atendimento se o senhor tiver uma chave phillips à mão". "Ué, se isso é tão necessário, por que não veio junto com o computador? Deveria vir...vocês dão mochila, pen drive, 1 ano de antivírus, tanta coisa, podiam dar também uma chave phillips junto com o computador, e aliás um manual de Faça você mesmo a manutenção".
Brincadeiras e frustrações à parte, até que achei válida a tentativa...afinal, é melhor tentar resolver o problema em 1 ou 2 horas, do que ir até algum lugar, deixar o computador, esperar 10 dias, etc etc...O que foi mais frustrante mesmo é ter um computador tão novo e já com problemas.
Vamos que vamos...um dia isso será melhor.
Um abraço
Ronaldo
*Não vou dizer a marca, pois o intuito do blog não é virar um "fórum de frustrados com a marca X", mas adianto que é uma das grandes, famosas, respeitadas, nada de "xing-ling". E mais, pensando bem, qualquer marca serve, é tudo igual mesmo, o atendimento seria exatamente igual, ou pior.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
(Minha) Nossa Língua Portuguesa!
Aliás, por curiosidade, fiz questão de pesquisar: no meu tempo eram 8.511.965 km2, mas hoje no site do IBGE falam em 8.514.215 km2. Ou seja, em 20 anos nosso país aumentou 3.250 km2, ou praticamente 600 mil campos de futebol (é capaz do Lula querer dizer que foi graças a ele, e que "nunca antes na história deste país a terra aumentou de tamanho...").
Pois bem, na Europa, temos várias culturas, idiomas, costumes, e também, rixas, rivalidades, brigas, etc...se olharmos até mesmo um país como Espanha, há várias "Espanhas" (Catalunha, Galicia, Basco, etc...).
Nada mais natural que o Brasil também tenha vários "Brasis". Temos comidas típicas mineiras (tutu de feijão), gaúchas (churrasco), baianas (acarajé), catarinenses (marreco recheado), temos músicas diferentes, hábitos diferentes, e também línguas diferentes. Isso mesmo!
Mas o tema deste post não é "regionalismo" da nossa Língua. Aliás, quem sou eu pra querer falar nisso...um ignorante. Mas procuro tomar cuidado para não escrever errado. E fico bastante chateado quando vejo coisas erradas sendo escritas ou faladas, nos mais variados públicos (das domésticas aos mais altos executivos). Dá vontade de fazer um glossário...vejam só:
1) Comecemos pela crase (é, o acento grave). Parece que as pessoas têm certa compulsão para usá-la, tanto que usam mais do que o necessário. Uma das regras fundamentais era "não use antes de verbo", mas estou cansado de ver "Contas à Pagar", "Valores à receber", "Valor à confirmar com fornecedor"...enfim, como se a palavra ganhasse ênfase ou importância se viesse com um "à" antes.
2) (uma das melhores): certa vez minha mãe foi aconselhada a contratar um "abestador" para o
seu cachorro, para que este melhorasse o comportamento...
3) O porteiro do prédio foi demitido, mas já havia recebido seu "aviso breve"...
4) Como havia sido roubada, a moça foi orientada a "assustar" o cheque, e depositar aqueles que já estavam "avisados" (visados)
5) A mulher estava com dores nos "orvalhos"
6) Uma outra, foi ao dentista, porque precisava fazer uma "próstata"...
7) Parei meu carro um dia em um "Estaceonamento", com uma placa que dizia "Fexe o portão faz favor"
8) Chamei um serralheiro outro dia para consertar a "esguadrilha", pois a parte "vasculhante" (basculante) estava com defeito
9) Certos empregados esperam o almoço para abrir sua "malmita" (que aliás é composta de arroz, feijão e "mistura", sendo esta uma gororoba qualquer para que, misturada com arroz/feijão, componha uma argamassa suficiente para rejuntar azulejos com as sobras).
10) Uma vez comi um "xisborge" em uma lanchonete
11) Minha empregada pediu para fazer o "resistro" dela
12) Preciso ir até a "norbiliá" falar com o corretor de imóveis.
13) Comprei um computador "muti-boot" (notebook)
14) Chamei o jardineiro para podar uma "arve"...(aliás, um clássico em http://www.youtube.com/watch?v=w_DmmEHKDh4 )
15) Peguei o elevador e tentei descer no "sétimo-primeiro" (??) andar. Não consegui, voltei e me disseram para ir no "desce-no-primeiro andar" (décimo-primeiro)....
E tantas outras...to mesmo pensando em fazer um curso de idiomas antes de viajar pelo Brasil.
Um abraço
O lado de cá do Texas (texto escrito em Jan/2004)
| O lado de cá da fronteira - 22/01/04 |
Um ano no Texas, e agora já se vão quatro meses no México. Uma ótima experiência para poder dizer que as coisas são realmente diferentes. A primeira coisa que me vem à cabeça é a gratidão que tenho por ter a oportunidade de experimentar essas coisas. Isso pode ser “piegas” para algumas pessoas, mas muito pouca gente sabe o quanto eu tive que lutar para chegar até aqui, e ainda tem mais por vir...mas a cada dia o sentimento de vitória é latente. Primeiro, o “sonho americano”. Eu nunca tive muito essa idéia fixa de ir para os Estados Unidos, “fazer a América”, ganhar em dólar e poder realmente sentir que o meu trabalho valia dinheiro de verdade, ou que o próprio dinheiro tinha valor de verdade. O que mais me fascinava era o desafio de viver em uma outra cultura, aprender como as coisas são feitas, como as pessoas se relacionam, como as empresas fazem negócios. Tudo bem, os EUA são o lugar “perfeito” (se é que isso existe), se você pensar em termos de negócios, poder econômico, e certos aspectos da qualidade de vida. Veio o Texas em minha vida. Lá, vi que existe um misto de ódio e inveja que os demais americanos têm em relação aos texanos. Muitos me diziam que “o Texas não é os EUA”... mas logo eu comecei a me questionar: se for assim, também pode-se dizer que “New York não é os EUA”, “Miami não é os EUA”, a Califórnia é diferente... enfim, se o Texas não é os EUA, então que diabos realmente representa este país? A resposta, a meu ver, é bastante simples: um pouco de cada um representa este país, pois trata-se essencialmente de uma nação de imigrantes, apesar de que muitos americanos negam isso. Mas a contradição surge e se torna evidente quando eles mesmos se intitulam African-american, italian-american, german-american, mexican-american... mas quase não existem “american-americans”. O país da diversidade, vastidão e das oportunidades, não têm raízes próprias. Não que isso seja ruim. O que mais choca é a hipocrisia de se dizer “whatever-american” e achar que isso é sinal de status e te dá o direito de menosprezar os demais povos e nacionalidades. Achar que o dinheiro e a arrogância, aliados à ignorância são ingredientes indispensáveis para se ter uma vida tranqüila, nem que seja do ponto de vista material.
De qualquer maneira, o Texas me deixou lições incríveis. Convivi com diferentes culturas, muito poucos texanos, mas bastante para aprender um pouquinho de cada parte do mundo. Australianos, alemães, franceses, turcos, ingleses, chineses, argentinos, venezuelanos, uns brasileiros que conheci por lá e também mexicanos. Não importa que sejam seres humanos fazendo as coisas, eles sempre irão agir de forma robótica, irracional e padronizada. Em inúmeras ocasiões, ao utilizar serviços dos mais simples e banais possíveis, como abrir conta em banco, pagar conta de luz, ou pedir um molho diferente do que está no cardápio, eu ouvi a frase “é a primeira vez que alguém pede isso”. Como pode??? Será que no país das oportunidades e da diversidade, da liberdade de escolha, em mais de 200 anos de história recente, eu fui o único estrangeiro a abrir uma conta em um banco? Será que eu fui o único a pedir pra trocar o sorvete de morango por chocolate?? Difícil de acreditar. O que é mais provável é que a pessoa que está por trás desse serviço é “irracionalmente treinada” para fazer o que está no manual de procedimentos. Dessa forma, tudo funciona, e “na média” todos entendem o que é pra ser feito, e a vida caminha. Se acontece algo diferente, você é a exceção, e daí nada funciona, tudo demora, simplesmente porque as pessoas são treinadas para executar, e não para pensar. Elas entendem o processo, e não o seu problema. Tudo se encaixa em uma lista de alternativas possíveis, tipo “disque 1 para A, disque 2 para B”.
Bom, depois veio o “sonho mexicano”.. sim, SONHO, e não pesadelo, porque é mais uma oportunidade que tenho de vivenciar algo diferente. O lado de cá da fronteira do Texas com o México é um mundo totalmente diferente, as pessoas são bastante mais amigáveis, você se entende muito melhor com todo mundo, e não é por causa do idioma, mas sim por uma questão de atitude.
Existe um certo grau de formalidade no linguajar dos mexicanos, algo que chega a ser irritante, quando não patético. Sem dúvida, uma característica de todos os países da América Latina, a de dizer as coisas nas entrelinhas, falar em metáforas, cheio de rodeios e fitas, enfim, muito mais hipócrita. A gente se acostuma a ver coisas como “Valide o seu ticket” ao invés de “Pague o seu ticket”, ou então “fulano não honrou seus compromissos” ao invés de “fulano não pagou a conta”. De qualquer forma, é uma característica cultural que precisa ser respeitada. Afinal, como eu já disse, apesar disso as coisas funcionam, as pessoas vivem, e a economia vai caminhando (não da melhor forma, mas vai).
Por falar em horários, também dá uma sensação de perda de tempo querer que as pessoas respeitem os horários. Nesse caso, que me desculpem os mexicanos, mas acho que é questão de respeito e não há característica cultural que justifique isso. Pelo menos no ambiente profissional, se você fala “reunião às 3 da tarde”, é tolerável que você se atrase 5 ou 10 minutos (afinal não somos alemães), mas achar que 3:00h e 4:45h dá na mesma, é demais. O que acaba acontecendo é que todos se desencontram, muitas vezes as reuniões não acontecem, e o tempo vai passando... (eu tive um chefe ex-militar nos EUA que dizia que é tecnicamente impossível você chegar no horário a uma reunião. Ou está adiantado, ou está atrasado, e ponto final...e acho que ele tem razão). Se extrapolarmos esses fatos para todo um país, aos poucos pode-se entender algumas razões pelas quais um país é economicamente mais desenvolvido que outro. Pode ser idealismo meu, mas acredito que se cada um fizer a sua parte, todos têm a ganhar. Se todo mundo chegar no horário, a reunião acontece, as decisões são tomadas, as ações iniciadas, e sobra tempo para cada um continuar fazendo o que estava fazendo. E assim por diante. Bom, acho que já está ficando burocrático e cansativo demais... (aliás burocracia no México é um tema que merece um texto exclusivo). O que eu mais pensava em retratar aqui é as grandes diferenças que existem (o que não é novidade), mas também compartilhar um pouco da oportunidade que tive de ver isto de perto. Realmente vale à pena e nos coloca a pensar o porquê de algumas coisas acontecerem, de qualquer que seja o lado da fronteira. |
Real Madrid x Barcelona (texto escrito em Abr/2003)
| Real vs Barcelona - 17/04/03 |
17/04/2003. Vou para o aeroporto. Voo as 16:30, chego às 14 horas. Podia-se notar a felicidade em meu rosto. Muita coisa estaria sendo deixada pra trás naquele momento. Menos de um ano antes, eu jamais imaginaria ter passado por tudo o que havia passado nos últimos meses. Às 16:30 anunciam um atraso no vôo. Falta uma peça que viria de Houston, pois um pássaro havia atingido a turbina na viagem anterior e a tal peça precisava ser substituída. Outra solução provável era colar a peça existente. Enfim, tudo isso me parece às vezes uma simplificação exagerada da realidade, afinal de contas ninguém entenderia mesmo se os engenheiros saíssem lá de baixo com seus desenhos, manuais e computadores e dessem uma explicação técnica do que estava acontecendo. O fato é que não sairíamos no horário e pronto.
18/04/2003.
19/04/2003. Qualquer que fosse o destino dali em diante, não importava naquele momento. Não quer dizer que não valesse à pena, mas apenas que não importava. Tudo o que eu pensava era em curtir a partida e sair para festejar o aniversário em algum lugar bem animado. Minha primeira noite em Madrid. Talvez o atraso do vôo tenha sido a propósito para que isso acontecesse. Para exatamente tudo fosse diferente a partir daquele dia.
Nada como a sensação de vitória e de objetivo alcançado. |
Directo de Colombia...(texto escrito em Maio/2001)
| Caros amigos, Nesta primeira semana de Colombia já dá pra ter uma pequena idéia e contar umas historinhas... Como sempre, muito se ouve no Brasil sobre a Colombia, o problema de narcotráfico e guerrilhas, mas nada se fala sobre o povo honesto e trabalhador que existe aqui, como em qualquer lugar. Nós brasileiros talvez estejamos na melhor posição para desenvolver um senso crítico e tirar da cabeça de uma vez por todas qualquer tipo de preconceito (ou pré-conceito) que fazemos das coisas, pessoas e países. Digo isto, porque, ao mesmo tempo que pensamos que vamos chegar na Colombia e ver pessoas se drogando e bombas explodindo, cenas de guerra, etc... ficamos chocados em ver que americanos e europeus pensam que existem cobras e macacos nas ruas de São Paulo. Ou seja, depois de sofrermos o preconceito, deve-se pensar 2 vezes antes de formar opiniões sobre o que não é conhecido. De fato, eu nunca pensei que isto aqui fosse selva. Afinal de contas, qualquer cidade com 8 milhões de habitantes, como Bogotá, não pode ser selva... Bogotá é uma cidade interessante. Ruas bem organizadas, numeradas em ordem crescente (de norte a sul, e de leste a oeste), de modo que qualquer americano andaria aqui facilmente. Ou mesmo os cariocas, porque aqui também se usa as montanhas como referência. Ninguém aqui esconde o problema das guerrilhas, narcotráfico ou paramilitarismo, o que na minha primeira impressão é um PCC ou um Comando Vermelho mais bem organizado e mais rico, afinal de contas são sustentados pelo infindável dinheiro do narcotráfico. Mas está claro também que isso é um problema deles, e estão lutando para resolver, e se sentem visivelmente ofendidos ao ver que um estrangeiro faz comentários, emite opiniões ou mesmo brinca com o tema. Afinal de contas, o mundo inteiro os observa com os olhos preconceituosos de quem acha que todo colombiano é traficante por definição. E quem acha que Bogotá vive em clima de guerra, por favor dê uma volta no Capão Redondo ou no Parque Santo Antônio aí em São Paulo, ou em Belford Roxo/Nova Iguaçu no Rio, antes de falar qualquer coisa. Muito pelo contrário, as pessoas são amáveis e amigas, sempre gentis e dispostas a ajudar aos outros, sejam estrangeiros ou não. É verdade que em muitos lugares se vê o exército nas ruas, todos armados até os dentes. Mas com o tempo você se acostuma. Afinal, eles estão aí para proteger, e se você não deve nada, não há o que temer. E o povo é bem consciente disso. Alguns comentários e curiosidades que notamos....: É impressionante a quantidade de mulheres no mercado de trabalho aqui. E não só em atividades operacionais, mas também em altos cargos executivos. Para se ter exemplo, nosso cliente aqui (um banco) tem 3 vice-presidências, sendo que 2 delas (Comercial e Tecnologia/Operações) são exercidas por mulheres. Muitas outras são vistas em cargos de gerência média em áreas como informática e contabilidade, as quais não sei porquê são dominadas por homens em outros lugares. Definitivamente, daria pra fazer uma tese de sociologia sobre a participação da mulher.
Domingo à tarde, fomos ao estádio El Campín, assistir uma partida de futebol entre o Santa Fé de Bogotá x Nacional de Medellín (afinal de contas, brasileiros e argentinos não resistem a futebol....). Outra surpresa agradável. Para quem esperava ver um estádio grotesco, imundo, com gente feia, multidões se acotovelando para comprar ingressos e o famoso churrasquinho de gato, não vimos nada disso. Cerca de 30 mil pessoas, homens, mulheres e crianças, num clima de festa e torcida impressionante. De cada um dos lados, via-se as torcidas empurrarem seus times, cantando o tempo todo (como os argentinos fazem), muito papel picado, muita festa e cores. O estádio? Modesto, porém limpo e organizado, assentos individuais e banheiros de dar inveja ao Morumbi e Pacaembu. A saída depois do jogo? Civilizada, as duas torcidas se encontravam nas ruas, e não se percebia nenhum clima de agressividade. Definitivamente, o Brasil tem muito o que aprender. |
Uma questão de confiança (Texto escrito em Maço/2004)
| Uma questão de confiança - 31/03/04 |
Durante minha vida pessoal e profissional, deparei-me com inúmeras situações onde é necessário tomar alguma decisão baseada pura e simplesmente na confiança que você tem ou deposita na outra pessoa (ou até mesmo uma instituição, empresa, etc.).
Mas quando foi a hora do nosso grupo ter a tal “posição de destaque”, isso significaria incorporar nossos custos ao orçamento de outras áreas, e aí todo mundo parava pra fazer contas, e a coisa não saía do lugar. O que mais impressionava é que não tinha uma pessoa que tomasse uma decisão.
O grande problema foi achar alguém pra “bancar” essa proposta. Ninguém queria assumir isso. Pior, ninguém queria fazer uma oferta por escrito, dizendo claramente quais eram as condições, quaisquer que fossem. Todo mundo se dizia muito ocupado, e que as coisas “precisavam caminhar”... Bem no estilo americano, de “vai fazendo e depois a gente vê” (e nós achamos que o "jeitinho" é coisa de brasileiro). Mas eu bati o pé firme e disse que se não fosse assim, preferia voltar ao Brasil. E assim foi. Volto ao Brasil, e apenas 2 meses depois, vejo que todos os figurões que estavam me prometendo mundos e fundos, foram “rebaixados”, realocados, despedidos, enfim, já não existiam mais no contexto em que estavam. Alguns se foram voluntariamente, pois já tinham outros empregos acertados. Pobre de mim se tivesse ficado lá e “ver no que dá”. Não é assim que se faz negócios, precisamos ser mais sérios, profissionais e respeitar as pessoas. Tivesse eu ficado lá, estaria à mercê de qualquer um outro que assumisse o comando da área, certamente olhando com maus olhos seu orçamento e a minha cara, e pensando como se eu fosse “da velha guarda” e certamente seria o próximo de uma lista de cortes (que de fato veio 30 dias depois...).
Um abraço
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Olha só, eu quero gastar meu dinheiro com vocês
Fizemos um bom negócio e conseguimos algo muito conveniente: um escritório já mobiliado, o que nos poupa, além do investimento, o TEMPO de providenciar praticamente tudo o que é necessário em uma nova instalação.
Entre itens ainda necessários, precisamos contratar internet, telefone, manutenção do ar condicionado, e outras coisas menores mas que não nos desanimam.
Contatei uma empresa de telefonia e deixei recado na 5a feira passada. Não me retornaram. Liguei na 6a, e nada...na 2a feira, nada....na 3a feira, nada...até que nesta 4a feira liguei novamente.
Expliquei que era um incrível paradoxo: eu estava tendo problemas de comunicação justamente com a pessoa que deveria resolvê-los para mim. O (ir)responsável pela empresa nunca está, está fora, em visita, atendendo clientes...etc. Tive que ouvir ainda um "ele esteve aí ontem mas o sr. não estava", sendo que nada foi combinado.
Até que por último expliquei: "veja bem, eu estou há 5 dias tentando falar com uma pessoa para instalar telefonia no meu escritório. Teoricamente entendo que ele deveria querer fazer o serviço, pois nós estamos dispostos a pagar por isso, mas agora vou também procurar outras alternativas. Entendo que se o sr. FULANO (nome fictício, é claro) não me ligar, é porque ele não deseja prestar o serviço e está satisfeito com os clientes que já tem, não querendo ampliar a sua carteira. Isso é perfeitamente aceitável, desde que seja deixado claro para os novos clientes, que nunca chegarão a ser clientes. Assim sendo, aguardo a ligação, ou não. Obrigado".
Alguém aí pode me indicar uma empresa de infraestrutura de telefonia?
Abraço a todos...e não me liguem, pois estamos sem telefone!
